Noticia


Números finais de negócios da Agrishow 2014 saem depois do dia 16 de maio

O grande público no primeiro dia de visitação já indicava que a 21ª edição da Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação)teria um bom desempenho. O clima ajudou ao longo dos cinco dias do evento, promovido em Ribeirão Preto.

Apesar dos problemas climáticos prejudicarem a agricultura brasileira no final de 2013 e início de 2014 – o que inclusive reduziu a previsão inicial de safra -, o ânimo do produtor não foi afetado. As incertezas políticas de um ano eleitoral também não impediram que os números recordes de visitação e de negócios realizados, registrados em 2013, fossem batidos nesse ano.

Mais de 160 mil pessoas, do Brasil e de diversos países, visitaram a feira ao longo dos cinco dias. Já o balanço de negócios, apresentado para a imprensa no último dia da feira, indica um crescimento de R$ 100 milhões em relação ao ano passado.

A previsão é de que o faturamento da Agrishow 2014 feche em R$ 2,7 bilhões, ante aos R$ 2,6 bilhões de 2013. Segundo a assessoria de imprensa, os números finais de negócios da feira deste ano somente serão conhecidos após o dia 16 de maio. “Os bancos ainda estão fazendo o levantamento dos negócios entabulados na feira”, informa a assessoria. 

 “Os números ainda serão confirmados nos próximos dias, mas estamos confiantes de que atingiremos R$ 2,7 bilhões. Apesar de todas as adversidades, como a crise pela qual passa o setor sucroenergético, os problemas climáticos que causaram perdas de safra em alguns locais e ainda um cenário de incertezas por conta das eleições, foi uma surpresa termos superado o volume de negócios do ano passado. O que ouvimos dos expositores é que o número de máquinas vendidas foi menor, porém foram comercializadas máquinas de maior valor agregado, o que possibilitou o aumento o faturamento”, explicou Maurilio Biagi Filho, presidente de honra da Agrishow.

Além do aumento do número de visitantes, Biagi destacou as melhorias de infraestrutura realizadas nesta edição, como recuperação de poços artesianos, reparos em tubulações, reservatório de água, início do asfaltamento de algumas vias internas da feira, ampliação e mudança de layout do estacionamento, novo sistema de credenciamento eletrônico e convites impressos que agilizaram a entrada do público. Essas melhorias serão aprimoradas no próximo ano com o Plano Diretor, que já foi aprovado este ano.

Público e expositores gostaram das mudanças que a feira passou. “Tivemos mais opções de alimentação, as duas ruas asfaltadas são um avanço e ficou bem agradável a área de descanso e o paisagismo feito na avenida central da feira”, disse Miguel Lemos Balduíno, produtor agrícola no Centro-Oeste brasileiro.  Diante das mudanças positivas que a feira apresentou, já é possível perceber um clima de “Fica Maurílio”, em alusão à permanência de Maurílio Biagi no comando da Agrishow. 

Cana-de-açúcar: Já o clima de negócios voltados ao setor canavieiro, especificamente, foi baixo na Agrishow, em sintonia com a crise que o segmento atravessa. Empresário sucroenergético, Biagi percebeu isso na feira. “O setor está numa crise forte. Isso está entristecendo o mundo empresarial e não só na região de Ribeirão Preto, mas em todos os polos canavieiros espalhados pelo país. Está diminuindo emprego e renda, o fornecedor de cana está recebendo menos. A cadeia empobreceu. Com isso, fica mais pobre o fabricante de equipamentos, o fornecedor, o usineiro. Isso reflete de forma forte na Agrishow e de forma forte na economia brasileira.”

Balanço: Segundo Maurílio Biagi, a Agrishow cresceu muito nos três anos que esteve na presidência da feira. “Mas qualquer um que tivesse aqui faria a mesma coisa, porque crescer era necessário.” Ele lembra que, sob o seu comando, se conseguiu um Plano Diretor para a Agrishow, além de já efetivar várias melhorias, como urbanismo, asfalto, paisagismo. “Acho pouco, mas o trabalho está sendo feito. Conseguimos trocar o administrador da feira. O novo gestor está entrando com 20 milhões. Parte disso ele já colocou aqui, e em 2015 e 2016 investe mais. Nos próximos dois anos a feira vai evoluir muito, o que não era possível de se fazer antes porque não tínhamos os 30 anos (de concessão da área do parque pelo governo do Estado de São Paulo à realização da feira).”

Mas mesmo quanto aos 30 anos, o avanço ainda não está completo, segundo Biagi. “Só estará quando conseguirmos fazer com que sejam 30 anos por 365 dias por ano. Aí a feira vai ganhar outra feição.” É que a concessão assinada pelo governo paulista permite que os organizadores da feira utilizem a área apenas por 90 dias ao longo do ano, ficando o parque ocioso no restante do calendário.

Para ele, a área da Agrishow tem que ser um parque inteligente. “Não podemos ter todo esse movimento aqui uma vez por ano. Precisamos fazer grande auditório, salas para reuniões. Que aqui seja uma área para negócio empresarial, que possa ser no futuro uma área multiuso.”

Para Biagi, outra conquista de seu período à frente da Agrishow foi a criação do Prêmio Brasil Agrociência. “Um grande prêmio que vai premiar os cinco trabalhos dos cinco melhores pesquisadores de cada área, com julgamento feito por um júri de alto gabarito”, conclui.


Voltar